O documentário “Mestre Zu”, que estreia em 22 de outubro, se apresenta como uma tocante homenagem ao legado do jornalista Zuenir Ventura, um ícone do jornalismo brasileiro e membro da Academia Brasileira de Letras. A produção, dirigida por Zelito Viana e co-dirigida por Luciana Savaget, ganha um significado especial após a morte do autor, ocorrida em 2 de setembro, aos 95 anos.
Conhecido carinhosamente como “Mestre Zu”, Zuenir se destacou não apenas pela sua vasta carreira de mais de 60 anos, mas também pela generosidade em acolher profissionais de diversas gerações no ambiente jornalístico. Sua trajetória inclui passagens por importantes veículos como “Jornal do Brasil”, “O Globo”, “Veja” e “Época”, onde sempre se manteve fiel ao seu espírito de repórter, combinando carisma com um olhar crítico.
O documentário também revela a história de vida de Zuenir, que começou sua jornada em Nova Friburgo (RJ), onde trabalhou em diversas funções, incluindo pintor de paredes e boy de banco. A luta de sua mãe, que lavava batinas para garantir a educação do filho, é um testemunho da base sólida que o impulsionou a cobrir momentos cruciais da história do Brasil, como sua atuação como intérprete de João Goulart em Paris e sua prisão durante a ditadura militar, após o AI-5.
Além de abordar sua vida, o filme destaca a habilidade de Zuenir em casar a precisão da apuração jornalística com uma sensibilidade literária notável. Essa combinação é evidente em suas obras, como “1968 – O Ano que Não Terminou”, “Chico Mendes”, “Cidade Partida” e “Inveja – Mal Secreto”, que continuam a influenciar novas gerações de leitores e jornalistas.
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