quarta-feira, 21/10/2026

Reflexões de J.R.R. Tolkien sobre o momento mais impactante de ‘O Senhor dos Anéis

Em uma reveladora entrevista de 1968, que ficou esquecida nos arquivos da BBC até ser redescoberta em 2019, J.R.R. Tolkien compartilha reflexões que vão muito além da criação de seus universos literários. Ao falar…

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Em uma reveladora entrevista de 1968, que ficou esquecida nos arquivos da BBC até ser redescoberta em 2019, J.R.R. Tolkien compartilha reflexões que vão muito além da criação de seus universos literários. Ao falar sobre sua famosa obra “O Hobbit”, o autor britânico revela que, se um mago como Gandalf lhe tivesse feito uma visita em sua juventude, ele teria encontrado mil maneiras de recusar a proposta de aventura. A declaração é um vislumbre fascinante do próprio Tolkien, que se descreve como alguém que preferia evitar situações desconhecidas.

O escritor, conhecido por sua aversão a interações com estranhos, enfatizou que sua educação o ensinou a ser cauteloso. Fatos como esse tornam a jornada de Bilbo, o protagonista de “O Hobbit”, ainda mais intrigante, pois reflete uma experiência pessoal de Tolkien, inspirada em uma expedição nas montanhas suíças aos 19 anos, onde ele enfrentou desafios que moldariam sua imaginação.

Na mesma entrevista, Tolkien se debruça sobre a origem dos idiomas que povoam a Terra Média. Sua paixão pelo finlandês, que começou durante seus estudos em Oxford, gerou a base linguística de suas obras, revelando um lado do autor que muitos desconhecem. Ele reconhece que a complexidade de suas criações linguísticas é um reflexo de seu profundo envolvimento com etimologias e idiomas ao longo da vida.

Um dos momentos mais impactantes da entrevista é quando Tolkien discute o personagem Gollum, um dos mais trágicos de sua obra. O autor descreve Gollum como um símbolo de corrupção e expõe a ironia de que ações bem-intencionadas podem levar a resultados desastrosos. Esse aspecto de suas histórias, onde o bem e o mal se entrelaçam de maneiras inesperadas, evidencia a complexidade moral que permeia seus escritos.

A entrevista não apenas ilumina a mente criativa de Tolkien, mas também revela a profundidade filosófica de suas narrativas. O autor não se limita a delinear um mundo de fantasia; ele provoca reflexões sobre a natureza humana e as sutilezas do bem e do mal, desafiando os leitores a contemplarem a ambiguidade moral presente em suas próprias vidas.

Crédito da imagem: O escritor J.R.R. Tolkien