sexta-feira, 06/11/2026

Turma do Pagode apoia o surgimento de novas bandas de pagode: ‘Quanto mais, melhor

A Turma do Pagode, com três décadas de carreira, revelou em uma recente entrevista ao g1 Ouviu que a interação com artistas mais novos é vista como uma oportunidade valiosa. O grupo, conhecido por…

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A Turma do Pagode, com três décadas de carreira, revelou em uma recente entrevista ao g1 Ouviu que a interação com artistas mais novos é vista como uma oportunidade valiosa. O grupo, conhecido por seu envolvimento com a cena do pagode, destacou a importância de apoiar os talentos emergentes, como demonstrado na colaboração com o Grupo Chocolate na canção “Alô Virgínia”. Leizinho, um dos vocalistas, enfatizou que a união entre as gerações é benéfica para todos: “Quanto mais surgirem, melhor para todos nós”.

O grupo também se diferencia no cenário musical ao optar por manter a formação original, em vez de seguir a tendência de carreiras solo que muitos artistas adotam. “Nunca tive vontade de fazer carreira solo”, afirmou Leizinho, ressaltando a importância do trabalho coletivo e da responsabilidade compartilhada. Para eles, a essência do grupo é mais valiosa que o sucesso individual.

Outra questão abordada foi a preferência da banda por gravar álbuns ao vivo, em vez de estúdio. Caramelo comparou a sensação de gravar em estúdio a estar “de terno e gravata”, algo que não se alinha à identidade do grupo. Ele explicou que a energia do ao vivo é fundamental, e que a preparação rigorosa é essencial para capturar a autenticidade da performance. “Se você ficar corrigindo muito, tira o lance do ao vivo”, completou.

Em um momento de reflexão sobre a indústria musical contemporânea, Caramelo observou que as novas plataformas permitem que artistas com menos recursos financeiros consigam viralizar com facilidade. Essa democratização da música é uma mudança significativa que favorece a diversidade e a inovação.

A banda também revisitou momentos marcantes de sua trajetória, como a canção “Camisa 10”, que representou um ponto de virada em sua carreira. Leizinho recordou que a música foi lançada em um período desafiador, mas acabou sendo um divisor de águas. Agradeceram ao compositor Charlles André, que inicialmente hesitou em liberar a canção, mas cuja decisão se mostrou benéfica para todos os envolvidos.

Sobre a fusão de estilos, os integrantes destacaram que essa prática já faz parte da essência da Turma do Pagode, que busca sempre trazer novas influências. Leizinho exemplificou essa abordagem com a faixa “Deixa em off”, que passou por uma transformação criativa ao ser adaptada para o pagode.

Ao encerrar a conversa, o grupo comentou sobre a pressão que artistas enfrentam para se posicionar politicamente, especialmente em tempos de cancelamento. Leizinho e Caramelo defenderam o direito de cada artista de decidir quando e como se manifestar, lembrando que as escolhas têm suas consequências.

Por fim, a Turma do Pagode expressou o desejo de um dia gravar com Bruno Mars, discutindo a ideia de vê-lo cantando pagode, o que ilustra sua abertura a novas possibilidades e colaborações.