domingo, 25/10/2026

Falece Oswaldinho do Acordeon, ícone do forró que inovou ao mesclar estilos musicais variados

A música nordestina sofre uma perda significativa com a morte de Oswaldinho do Acordeon, que faleceu no último domingo, 25, aos 72 anos. Reconhecido como um dos maiores instrumentistas do forró, sua habilidade na…

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A música nordestina sofre uma perda significativa com a morte de Oswaldinho do Acordeon, que faleceu no último domingo, 25, aos 72 anos. Reconhecido como um dos maiores instrumentistas do forró, sua habilidade na sanfona não apenas encantou fãs, mas também estabeleceu novos padrões para o gênero. O anúncio de seu falecimento foi feito pelo sanfoneiro Rodolfo Forte e pelo radialista Orlando Camboim, que não divulgaram detalhes sobre a causa da morte.

Nascido Oswaldo de Almeida e Silva em 5 de junho de 1954, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, Oswaldinho foi um prodígio musical. Desde pequeno, ele foi imerso na cultura da sanfona, influenciado por seu pai, Pedro Sertanejo, e pela convivência com ícones como Luiz Gonzaga e Dominguinhos. Essa formação precoce o levou a gravar seu primeiro disco aos nove anos e, aos 12, a lançar seu primeiro single, o que o consolidou como uma referência no acordeom.

Ao longo de sua carreira de mais de seis décadas, Oswaldinho não se limitou ao tradicional forró. Ele se destacou por mesclar ritmos, incorporando elementos de rock, jazz e até música erudita em suas composições. Álbuns como “Forró in concert” (1981) abriram as portas para sua música na Europa, enquanto títulos como “Asa branca blues” (2002) e “Forró chorado” (2011) demonstraram sua versatilidade e inovação.

A comunidade musical lamenta a perda do mestre, que deixou um legado imenso. O cantor Chico César expressou sua tristeza em uma rede social: “Adeus, mestre Oswaldinho do Acordeon. Você e sua música seguem em nossos corações”. A morte de Oswaldinho é uma lembrança dolorosa do quanto a música pode ser efêmera, mas também um tributo à riqueza cultural que ele ajudou a perpetuar.