quinta-feira, 22/10/2026

Meta remove vídeo de Nikolas Ferreira por violação de direitos autorais em trilha sonora de Rubel

Numa controvérsia que levanta questões sobre liberdade de expressão e direitos autorais, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) se viu no centro de um embate após a Meta, empresa proprietária do Instagram, retirar o…

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Numa controvérsia que levanta questões sobre liberdade de expressão e direitos autorais, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) se viu no centro de um embate após a Meta, empresa proprietária do Instagram, retirar o áudio de um vídeo postado por ele. O motivo? Uma solicitação de direitos autorais feita pelo cantor Rubel, que se tornou conhecido pelo sucesso “Grão de Areia”.

O vídeo, intitulado “O Nordeste que foi esquecido”, apresenta entrevistas com moradores de Mundo Novo, na Bahia, abordando as ações do governo do PT na região. Com a música de Rubel como trilha sonora, a postagem, feita no dia 20 de setembro, foi rapidamente alterada, levando o deputado a criticar publicamente o cantor, chamando-o de “covarde” e acusando-o de silenciar a voz dos nordestinos.

Em suas declarações, Ferreira sugere que a retirada do áudio é um ato de censura, insinuando que a posição política de Rubel influenciou a decisão. “A Sony foi acionada pelo Rubel pra derrubar o som. Ninguém mais pediu, só ele”, insistiu o deputado, enfatizando o que considera uma tentativa de calar a manifestação popular.

Enquanto isso, Rubel optou por não se manifestar sobre o episódio, deixando a responsabilidade da situação nas mãos da Meta, que se limitou a confirmar a solicitação de direitos autorais como razão para a remoção do áudio. Xande de Pilares, que também é intérprete da música, esclareceu que não possui autoridade para autorizar o uso da canção em plataformas digitais, ressaltando que essa prerrogativa cabe aos titulares dos direitos autorais.

O caso destaca a complexidade do uso de obras protegidas por direitos autorais nas redes sociais, onde as diretrizes da Meta indicam que a utilização de conteúdo de terceiros pode resultar em remoções, independentemente da intenção do usuário. A plataforma alerta que pode agir sem aviso prévio, complicando ainda mais a relação entre artistas e o público nas redes sociais.

Com “Grão de Areia” acumulando aproximadamente 48 milhões de reproduções no Spotify desde seu lançamento, a música se tornou um tema central na discussão sobre a liberdade de expressão e os direitos dos artistas no ambiente digital. Resta saber se Nikolas Ferreira decidirá recorrer da decisão ou se essa polêmica irá se desdobrar em novas declarações e ações legais.