Na manhã deste sábado (7), amigos, familiares e admiradores se reuniram na Funeral Home, Bela Vista, em São Paulo, para prestar suas últimas homenagens a Nilton Travesso, um dos ícones da direção de televisão no Brasil, que faleceu aos 92 anos. Com uma carreira que se estendeu por mais de sete décadas, Travesso deixa um legado indelével na história da TV brasileira.
O velório, que teve início por volta das 10h e se estenderá até as 17h, marca a despedida de um profissional que foi fundamental na criação de programas que moldaram a cultura televisiva do país. O local onde ocorrerá o sepultamento ainda não foi divulgado.
A trajetória de Travesso começou em 1953, com a fundação da TV Record, onde se destacou como um dos primeiros diretores. Seu talento foi reconhecido na Globo, quando José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, o convidou para contribuir com o icônico “Fantástico”, em 1974. Um de seus feitos mais memoráveis foi a produção de “América do Sul”, em 1975, que é considerado o primeiro videoclipe da televisão brasileira, filmado em meio à natureza.
Durante os anos 1980, Travesso foi uma força criativa por trás de programas como “Som Brasil” e “TV Mulher”. Ele também dirigiu o famoso “Balão Mágico” e teve um papel crucial como diretor executivo do “Chico Anysio Show”. A sua habilidade em liderar equipes e estruturar núcleos de dramaturgia o tornou um respeitado nome na indústria.
Em entrevistas, como a concedida ao “Conversa com Bial” em 2017, Travesso foi lembrado por figuras importantes da televisão, como Jô Soares, que reconheceram sua contribuição inestimável. Em uma aparição no “Mais Você”, em 2000, Ana Maria Braga ressaltou seu carinho pela equipe e seu papel na construção da televisão brasileira, com Travesso afirmando que sua paixão pela TV era inigualável: “É fascinante”.
Em 2001, ele fundou a Nilton Travesso Oficina de Atores, em Pinheiros, São Paulo, um espaço dedicado a formar novos talentos para o mercado, mantendo a essência do teatro. A escola oferece uma ampla gama de disciplinas nas artes cênicas e no audiovisual, preparando os alunos para os desafios da profissão.
A morte de Nilton Travesso não apenas marca o fim de uma era, mas também deixa um vazio no coração de muitos que cresceram acompanhando suas criações. Seu impacto será lembrado por gerações futuras, consolidando sua posição como um dos grandes mestres da televisão brasileira.
Crédito da imagem: Diretor Nilton Travesso morre aos 92 anos




